Nota de Pesar pelo Falecimento do Prof. Lincoln Gimenes

lincoln-gimenesA ACBr lamenta profundamente o falecimento do Professor Emérito Lincoln da Silva Gimenes na manhã do dia 29 de março de 2016, em Brasília, e manifesta seu pesar e sua solidariedade à família, aos amigos e à toda a comunidade científica a tristeza pela perda do pai, esposo, amigo e importante pesquisador brasileiro.

Pioneiro na psicologia brasileira, o Prof. Lincoln da Silva Gimenes concluiu seu Doutorado na Universidade de Chicago com a orientação do Prof. Israel Goldiamond. Como docente do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília, o Prof. Emérito Lincoln desenvolveu inúmeros trabalhos de considerável relevância para a Análise do Comportamento. Atuou também na formação de pesquisadores que hoje se espalham pelo Brasil divulgando a Análise do Comportamento e boas práticas científicas. Nos últimos anos, ainda contribuiu com seu trabalho no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Mesmo tendo contraído a Doença do Neurônio Motor, Tipo Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), deu continuidade à orientação de seus estudantes de pós-graduação, às suas publicações e participações em eventos científicos. Em 2012, quando entrou em sistema de home care, Gimenes foi homenageado com um vídeo produzido especialmente para o I Encontro de Ciências do Comportamento, do Departamento de Processos Psicológicos Básicos da UnB.

Sem dúvida, a Análise do Comportamento nacional e internacional perde uma grande personalidade, um dos pioneiros e mais importantes analistas do comportamento no Brasil. Certamente fará enorme falta!

Palestra “Coisas que não sabemos sobre coisas que sabemos sobre comportamento”

Por Andy Lattal

Nós analistas do comportamento sabemos muito sobre comportamento, realmente sabemos. E aprendemos mais o tempo todo. A ironia é que, quanto mais aprendemos, menos sabemos.lattalfrase

Abrir novas portas e investigar novos problemas sempre levanta muito mais questões do que respostas, e quando mudamos nossas perguntas, deixamos outras sem uma resposta. Nessa apresentação, vou convidá-los a considerar algumas coisas que não sabemos sobre as nossas mais fundamentais práticas, princípios, e ferramentas em áreas amplas da nossa ciência. Essas coisas incluem nossos métodos de descoberta, bem como nossas preocupações básicas com processos comportamentais como reforçamento, punição e controle de estímulos. Vou discutir cada uma dessas coisas e oferecer vários exemplos para ilustrar essas lacunas no nosso conhecimento sobre o comportamento. Um lado dessa moeda analítico-comportamental é que essas lacunas são um barômetro da saúde de nossa disciplina, porque sugerem o crescimento, o alcance e a integração de ideias com outras disciplinas. O lado escuro dessa moeda é que algumas vezes podemos tomar decisões e usar ferramentas na nossa prática que são mais baseadas em intuição e extrapolação do que em conhecimento científico firmemente embasado. Claro, nunca poderemos saber tudo sobre tudo, então a questão é: quando sabemos o suficiente?

Sobre o palestrante: 

Andy Lattal - ACBrAndy Lattal é Centennial Professor of Psychology na universidade de West Virginia (WVU). Ele recebeu seu doutorado em psicologia clínica e experimental na universidade do Alabama, e se tornou professor na WVU em 1972.

Lattal é autor de mais de 140 artigos de pesquisa e capítulos sobre tópicos conceituais, experimentais e aplicados em Análise do Comportamento, e editou sete livros e edições especiais de periódicos científicos, incluindo o tributo da Associação Americana de Psicologia (APA) a B. F. Skinner. Orientou mais de 40 alunos de doutorado e foi coordenador do programa de Análise do Comportamento da WVU de 1982 a 2012. Andy Lattal também exerceu vários cargos administrativos importantes ao longo da sua carreira na WVU. Foi presidente da Association for Behavior Analysis International (ABAI), da Society for the Advancement of Behavior Analysis (SABA), da divisão de Análise do Comportamento da APA, da Society for the Experimental Analysis of Behavior, e da Southeastern Association for Behavior Analysis, além de participar de vários comitês organizacionais nessas organizações. Também exerceu funções editoriais em oito periódicos científicos, foi editor do Journal of the Experimental Analysis of Behavior (JEAB) e é editor para a língua inglesa da Revista Mexicana de Análisis de la Conducta.

Seu trabalho já foi reconhecido com vários prêmios, incluindo prêmios importantes de ensino da WVU, da divisão da APA de educação em Psicologia, e da ABAI. Além do reconhecimento por suas contrubuições ao ensino, a WVU reconheceu o trabalho acadêmico de Andy Lattal com o prêmio Benedum Distinguished Scholar, a divisão de Análise do Comportamento da APA lhe concedeu o prêmio de Distinguished Contributions to Basic Research, e ele recebeu o prêmio Don Hake de pesquisa translacional. Seu trabalho também foi reconhecido com o prêmio Society for the Advancement of Behavior Analysis Distinguished Contributions to Behavior Analysis. Além de seu trabalho na WVU, ele também lecionou e fez pesquisas em várias outras universidades e em seis outros países além dos EUA, mais recentemente tendo passado o ano acadêmico de 2012-2013 na Universidade de Charles de Gaulle em Lille, na França, como Fullbright Research Scholar. Andy Lattal é membro da APA, da ABAI, e da American Psychological Society.

Dia da palestra: 18 de Outubro de 2015 (Domingo) 
Horário: 19h
Duração estimada: 60min

ATENÇÃO, VAGAS LIMITADAS!

 

pagseguro

Sócio Estudantil R$ 15,00



INSCRIÇÕES ENCERRADAS!

Sócio Afiliado e Sócio Pleno R$ 20,00



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Não Sócio R$ 40,00



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Sócio Estudantil R$ 15,00


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Palestra Linguagem e Categorização em Crianças Diagnosticas com Autismo

caio-miguelPalestrante: Dr. Caio Miguel obteve Ph.D. e M.A. em Psicologia na Western Michigan University. Atualmente é professor associado de Psicologia e de um corpo docente afiliado ao programa de Doutorado em Educação da Universidade Estadual da Califórnia, em Sacramento.  É Analista do Comportamento Certificado pela BACB.

Dr. Miguel é ex-editor (2009-2011) da revista The Analysis of Verbal Behavior e atual editor associado da Journal Applied Behavior Analysis (JABA). Atualmente é membro do conselho editorial do Journal of the Experimental Analysis of Behavior (JEAB), The Psychological Record e REBAC – Revista Brasileira de Análise do Comportamento.

Dr. Miguel realizou mais de 100 apresentações profissionais sobre Análise do Comportamento na América do Norte, América do Sul e Europa, e teve mais de 30 artigos publicados em revistas especializadas e livros editados em inglês, português e espanhol.

Antes de ingressar em Sacramento State, Dr. Miguel atuou no programa de autismo do Centro de St. Amant, no Canadá, e trabalhou como especialista no Programa de Instrução Intensiva de Autismo no New England Center for Children, onde também atuou como professor assistente clínico no programa de Mestrado em Análise do Comportamento Aplicada na Universidade de Northeastern. Ocasionalmente, Dr. Miguel realiza consultas para as famílias e distritos escolares para questões referentes à educação de crianças com autismo.

Mais informações: www.verbalbehaviorlab.com

Dia 20/09/2015 (domingo) 

Horário 19h

Duração estimada: 60min

ATENÇÃO, INSCRIÇÕES ENCERRADAS!

Observações: Em até quatro horas antes da palestra online, você receberá um e.mail com as instruções sobre como participar. Por favor, fique atento(a) ao seu e.mail e verifique a caixa de SPAM.

Imagem do palestrante disponível em: http://www.csus.edu/bulletin/bulletin012907/bulletin012907newfacesInc.stm

Palestra Análise do Comportamento Aplicada com Animais de Estimação

Nessa palestra intitulada “Análise do Comportamento Aplicada com Animais de Estimação”, a Dra. Megan Maxwell vai discutir seu trabalho como analista do comportamento animal, enfatizando o papel que a análise funcional e a análise do comportamento podem ter na compreensão de problemas comportamentais de animais de estimação, e para desenvolver planos de intervenção para esses problemas.

palestra-acbr-aca-petsPalestrante: A Dra. Megan Maxwell recebeu seu Ph.D. do programa de Análise do Comportamento da Universidade de West Virginia, em 2008.  Seu interesse de pesquisa é na área de comportamento de cães, e ela tem trabalhado por mais de 15 anos com famílias cujos cachorros, gatos, ou pássaros exibem comportamentos-problema ou deficiências de treinamento. Megan acaba de cumprir seu termo como coordenadora do programa de Análise do Comportamento Animal da Association for Behavior Analysis International (ABAI) e, ao longo dos anos, já exerceu várias funções de liderança no Grupo de Interesse Especial em Análise do Comportamento Animal da ABAI, incluindo supervisão do prêmio Marian Breland-Bailey para pesquisa e bolsa de estudos em Análise do Comportamento Animal. Megan é uma de apenas 46 Analistas do Comportamento Animal na América do Norte com certificação da Sociedade do Comportamento Animal (Animal Behavior Society). Ela também é membro do comitê de certificação dessa organização.  Megan escreve uma coluna mensal sobre comportamento de animais de estimação chamada A professora dos animais de estimação no jornal The Roanoke Times. Além de atender donos de animais de estimação, Megan também dá seminários para organizações tais como grupos de treino de cães, canis, hospitais veterinários, e sociedades protetoras de animais. 

Dia 21/06/2015 (domingo) 

Horário 19h

Duração estimada: 60min

ATENÇÃO, VAGAS LIMITADAS!

INSCRIÇÕES (Por meio do Pagseguro)
Sócio Estudantil R$ 15,00  

INSCRIÇÕES ENCERRADAS.

Sócio Afiliado e Pleno R$ 20,00
INSCRIÇÕES ENCERRADAS.
Não Sócio R$ 40,00
INSCRIÇÕES ENCERRADAS.
INSCRIÇÕES (Por meio do Paypal)
Sócio Estudantil R$ 15,00

INSCRIÇÕES ENCERRADAS.
Sócio Afiliado e Pleno R$ 20,00

INSCRIÇÕES ENCERRADAS.
Não Sócio R$ 40,00

INSCRIÇÕES ENCERRADAS.

Observações: Em até quatro horas antes da palestra online, você receberá um e.mail com as insctruções sobre como participar. Por favor, fique atento(a) ao seu e.mail e verifique a caixa de SPAM.

Os valores arrecadados serão reservados à manutenção da estrutura da ACBr.

Eleição Presidencial 2015

eleicao-2015.001.png.001A partir do dia 23/03, segunda-feira, estarão abertas as indicações para o nome do Sócio Efetivo da ACBr que, aceitando participar das eleições e tendo a maioria das indicações, terá a missão de compor o cargo de Presidente Eleito da ACBr, ao qual caberá, assumir a nossa associação em 2016.

Lembrando, que conforme o nosso estatuto: “Os três presidentes em atuação simultânea: o Presidente Anterior, que é a memória institucional, por assim dizer, o Presidente em Exercício, que de fato conduzirá os trabalhos durante um ano e o Presidente Eleito, que por um ano terá a oportunidade de conhecer com intimidade o modo de funcionamento anterior e presente da associação, assumindo seu mandato (Exercício) já adaptado e preparado para imprimir sua própria administração”.

 

Apoio à Moção de Protesto da ABPMC

A Associação Brasileira de Análise do Comportamento, ACBr, tendo tomado conhecimento da Moção de Protesto publicada pela ABMC em sua página institucional ( http://abpmc.org.br/site/blog/mocao-de-protesto/), dirigida à Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Fundação VUNESP e à Prefeitura da Estância de Atibaia, no que concerne ao concurso público N° 01/2014 da Prefeitura da Estância de Atibaia, divulgado em edital pela Vunesp no dia 09/08/2014, vem publicamente parabenizar e prestar irrestrito apoio e solidariedade à ABPMC neste seu posicionamento, nos termos exatos nos quais aquela associação redigiu a sua Moção de Protesto, nos colocando igualmente à espera de um posicionamento da VUNESP e da Prefeitura da Estância de Atibaia.

Reproduzimos abaixo, integralmente, o texto publicado, de grande importância para área e convidamos nossos associados e leitores a dele se inteirar.

À Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Fundação VUNESP e à Prefeitura da Estância de Atibaia

Moção de Protesto

A Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental é uma associação de psicólogos que congrega analistas do comportamento e psicólogos cognitivo-comportamentais de todo o país. Em nome de nossos associados, vimos expressar nossa discordância com relação ao concurso público N° 01/2014 da Prefeitura da Estância de Atibaia, conforme divulgado em edital pela Vunesp no dia 09/08/2014.

A primeira questão com relação ao referido concurso é de ordem legal. Uma das vagas dispostas no Edital N° 01/2014 é para o cargo de psicólogo ou psicanalista. Esta vaga exige ensino superior completo em psicologia e registro em órgão de classe. Entretanto, a profissão de psicanalista não é regulamentada no Brasil, sendo uma especialidade da área de Psicologia, conforme prevê a Lei n.º 4.119/62, que regulamenta a profissão de Psicólogo. O artigo 5.º da Constituição Federal de 1988 prevê, no rol dos direitos e garantias fundamentais, o livre exercício profissional, desde que o profissional atenda às qualificações profissionais definidas por lei. Se o concurso é aberto a psicólogos OU psicanalistas, ele abre a precedência para a participação de uma profissão não regulamentada.

Além da questão acima relacionada, o concurso fere o princípio da igualdade da constituição federal, ao informar como atribuições do psicólogo e como conteúdo programático da prova específica temas relacionados quase que exclusivamente a uma única área de conhecimento da psicologia – a Psicanálise – apenas uma entre as abordagens teóricas da psicologia, conforme transcrito a seguir do referido Edital:

ATRIBUIÇÕES (pg. 33)

Psicólogo ou Psicanalista

Estudar, pesquisar e avaliar o desenvolvimento emocional e os processos mentais e sociais de indivíduos, grupos e instituições, com a finalidade de análise tratamento, orientação e educação; Diagnosticar e avaliar distúrbios emocionais e mentais e de adaptação social elucidando conflitos e questões e acompanhando o(s) paciente(s) durante o processo de tratamento ou cura; investigar os fatores inconscientes do comportamento individual e grupal, tornando-os conscientes.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO (pgs. 49 e 50)

Psicólogo ou Psicanalista

Conhecimentos Específicos: Processo de constituição psíquica. Processo de desenvolvimento humano em seus aspectos: biológico, cognitivo, afetivo-emocional, social e a devida interação dinâmica entre esses aspectos. Processo de desenvolvimento patológico e suas implicações estruturais e dinâmicas, nos distúrbios de conduta e de personalidade, nas neuroses, psicoses, Transtornos do Espectro Autista (TEA). Psicologia Social e Saúde Coletiva. A produção e construção social da loucura. As ações terapêuticas individuais e grupais: entrevista psicológica, consulta terapêutica, diagnóstico diferencial, construção do caso clínico e projeto terapêutico singular, psicoterapia breve, psicoterapia de grupo, psicodrama, grupos operativos, orientação e terapia familiar, ludoterapia. Saúde Mental e Atenção Psicossocial. A Clínica Ampliada. A Clínica na Atenção Psicossocial e a Clínica dos transtornos mentais graves. Atenção psicossocial a crianças e 50 adolescentes no SUS. As dependências de substâncias psicoativas, a Redução de Danos, vulnerabilidade e riscos. Reabilitação Psicossocial.

Considerando o artigo 5º da Constituição Federal :

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes”

(…)

IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

(…)

VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

(…)

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;”

Decorre que um concurso público, ao vetar a oportunidade de que profissionais que não compactuam de uma determinada linha de pensamento dentro da psicologia possam concorrer à vaga em questão, está incorrendo em discriminação e em censura intelectual.

O caráter multidisciplinar da formação em psicologia está explícito na resolução nº 5, de 15 de março de 2011 do Ministério da Educação, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Psicologia. No Artigo 3º deste documento consta:

Art. 3º O curso de graduação em Psicologia tem como meta central a formação do psicólogo voltado para a atuação profissional, para a pesquisa e para o ensino de Psicologia, e deve assegurar uma formação baseada nos seguintes princípios e compromissos:

I – construção e desenvolvimento do conhecimento científico em Psicologia;

II – compreensão dos múltiplos referenciais que buscam apreender a amplitude do fenômeno psicológico em suas interfaces com os fenômenos biológicos e sociais;

III – reconhecimento da diversidade de perspectivas necessárias para compreensão do ser humano e incentivo à interlocução com campos de conhecimento que permitam a apreensão da complexidade e multideterminação do fenômeno psicológico;

A profissão da psicologia, portanto, é de caráter essencialmente multidisciplinar e constituída por múltiplos referenciais. Cercear a participação de profissionais de diferentes vertentes é, além de discriminatório, prejudicial para a qualidade da prestação do serviço e do cuidado à população, pois esta é privada do conhecimento científico e da tecnologia de intervenção construídos pelas diferentes perspectivas teórico-conceituais dentro do campo da psicologia.

Tendo em vista tais questões pertinentes ao referido concurso, esta Associação, em nome de seu Presidente, João Ilo Coelho Barbosa, vem solicitar a alteração do conteúdo programático do referido concurso de maneira a abordar igualitariamente as diferentes áreas ou linhas específicas da psicologia ou o direito de que profissionais que não trabalham com base na abordagem teórica psicanalítica sejam avaliados em prova especial cujo conteúdo lhes seja específico.

Com esta Moção, a Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental reafirma a defesa do direito a todos os profissionais brasileiros e, em especial a seus associados, o respeito à diversidade de pensamento e à liberdade intelectual no acesso aos quadros do funcionalismo público destinados ao profissional psicólogo.

Sem mais, e no aguardo de um posicionamento desta Fundação, colocamo-nos à disposição.

Palestra Online “Atalhos verbais: efeitos persuasivos de estímulos antecedentes verbais em determinadas condições experimentais”

 

O trabalho a ser apresentado defende que o operante verbal autoclítico, quando apresentado em uma condição antecedente a uma resposta, pode exercer efeitos persuasivos sobre essa, alterando a função de estímulos verbais que o acompanham.A fundamentação empírica de tal conclusão encontra-se em onze experimentos, dois dos quais ainda em andamento, realizados no Laboratório de Estudos de Operantes Verbais (LEOV), sob minha coordenação e serão resumidamente apresentados. Delineamentos do tipo A-B-A, ou Pré e Pós-Teste, com medidas repetidas do mesmo participante, foram os mais comumente empregados. Os participantes foram crianças de desenvolvimento típico e jovens adultos universitários. Os procedimentos envolviam sempre a coleta de uma Linha de Base, em que se observava a frequência de uma determinada resposta não verbal. Nas fases experimentais uma ou mais manipulações verbais eram realizadas, envolvendo estímulos antecedentes verbais com a topografia autoclítica sugerida por Skinner (1957), em que uma ou mais respostas verbais, antes observadas em Linha de Base, eram diferencialmente reforçadas. Em seguida, fases de medidas Pós- Teste, em condições semelhantes àquelas de Linha Base, eram realizadas, verificando-se o retorno ou não dos comportamentos observados na Linha de Base. Os resultados da maioria dos estudos indicam que os efeitos de estímulos verbais com autoclíticos sobre o comportamento não verbal a eles relacionado são, em geral, transitórios, mais facilmente observados em crianças do que em adultos e em respostas de baixo custo para o participante. Outros parâmetros manipulados, tais como, se o estímulo verbal com autoclítico é instruído ou modelado, se verbalizado pelo participante ou experimentador, se relacionado a anúncio de reforçadores positivos ou negativos não se mostraram dignos de nota. Em condições em que a emissão do estímulo verbal autoclítico, modelada pelo experimentador, não gerou efeitos de mudança no comportamento não verbal relacionado, instruções anunciando reforçadores generalizados contingentes à emissão da resposta planejada, foram eficazes. Interpreta-se que o autoclítico é mais uma dimensão do controle de estímulos, interpretação coerente com a análise de Schingler (1993) de que ele possa ser, em determinadas condições, um estímulo alterador de função. Tal conceito skinneriano pode ser também empregado para explicar fenômenos verbais encontrados em contextos aplicados, sem a necessidade de postulação de outros neologismos. Palavra Chave: Comportamento verbal e não verbal, autoclíticos, estímulo alterador de função.

Palestrante: Maria Martha Costa Hübner. É Professora Associada na USP. Atualmente é pesquisadora do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia- Estudos sobre Comportamento, Cognição e Ensino.

Dia 31/08/2014 (domingo) –

Horário: 19h

Duração estimada: 60min

ATENÇÃO, VAGAS LIMITADAS!

INSCRIÇÕES (Por meio do Pagseguro)
Sócio Estudantil R$ 15,00



INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Sócio Afiliado e Pleno R$ 20,00



INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Nào Sócio R$ 40,00



INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Observações: Inscrições até 23h 59 do dia 30/08. Poucas horas antes do evento, você receberá um e.mail com as insctruções sobre como participar. Por favor, fique atento(a) ao seu e.mail e verifique a caixa de SPAM.

Os valores arrecadados serão reservados à manutenção da estrutura da ACBr.

 

Palestra Online – Mudanças Rápidas em Práticas Culturais

Práticas culturais são mantidas por contingências sociais características de um grupo, uma organização, uma religião, uma sociedade. Contingências especificam em quais condições determinados comportamentos serão seguidos por quais consequências. A cultura de um grupo é o conjunto de contingências sociais que regula a vida em comum de todos os seus membros. Algumas contingências podem vigorar durante meses, como na moda, ou durante séculos, como nas etnias. Este trabalho analisa condições que tornam possíveis rápidas transformações em práticas sociais.

Palestrante: Prof. Dr. João Cláudio Todorov: É Professor Emérito e Pesquisador Associado da Universidade de Brasília, no Programa de Pós-Graduação em Ciências do Comportamento.

Dia 29/06/2014 (domingo) – NOVA DATA

Horário 19h

Duração estimada: 60min

ATENÇÃO, VAGAS LIMITADAS!

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Sócio Afiliado e Pleno R$ 20,00



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Observações: Em até quatro horas antes da palestra online, você receberá um e.mail com as insctruções sobre como participar. Por favor, fique atento(a) ao seu e.mail e verifique a caixa de SPAM.

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A LEI AROUCA NÃO PROIBE O LABORATÓRIO DIDÁTICO

Você sabia?

Alguns professores que ensinam sobre princípios básicos do comportamento têm relatado dificuldades em manter seus laboratórios. Com base na lei Arouca (Lei n11.794, 2008; cf. Carissimi, 2011) e no argumento de que o laboratório didático não oferece mais do que uma demonstração de princípios, essas pessoas tem sofrido pressão para trocar suas aulas pela apresentação de vídeos e pelo uso de ratos virtuais no ensino.

Os resultados do ensino usando essas estratégias, no entanto, não tem sido muito animadores (e.g., Zicardi & Clementino, 2009; cf. Eckerman & Tomanari, 2003). Uma provável razão está no fato de que não realizamos simples demonstrações no laboratório didático. Isso porque, na verdade, o laboratório didático é um laboratório prático. A experiência prática com a modificação do comportamento de organismos vivos é essencial para a aprendizagem sobre princípios comportamentais – afinal, apenas organismos vivos se comportam!

O GT de pesquisa básica está preparando um documento de apoio às pessoas que precisam de argumentos para manter seus laboratórios práticos. Enquanto isso, é importante ressaltar que não há nada na lei Arouca que impeça o uso de animais em aulas onde se pretende oferecer experiência direta com nosso objeto de estudo. No ensino da modelagem, modela-se o comportamento do rato e do aluno, também. E esse último é o nosso foco de interesse.

Se você está sofrendo pressão para fechar o laboratório prático na sua instituição, por favor, nos informe. A ACBr está aqui para apoiar analistas do comportamento, e para isso precisamos saber quem precisa de nós. Precisamos também nos informar sobre casos específicos, para desenvolver melhor as nossas armas e argumentos.

Referências
Carissimi, A. S. (2011). O que mudou no uso de animais de laboratório a partir
da lei Arouca? recuperado em 26/05/2014 de www.uricer.edu.br/cep/arquivos/
palestras/IV_Intercep_URI.pdf
Eckerman, D. A., & Tomanari, G. Y. (2003). O rato sniffy vai à escola. Psicologia:
Teoria e Pesquisa, 19, 159-164.
Lei n0 11.794 (08/10/2008). Recuperado em 26/05/2014 de http://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11794.htm
Zicardi, E., & Clementino, A. C. (2009, outubro). Utilização do programa Sniffy
pro vs. laboratório didático com animais vivos: comparação dos relatos de
estudantes. Trabalho apresentado no XIII Encontro Latino-Americano de Iniciação
Científica e IX Encontro Latino Americano de Pós-Graduação – Universidade do
Vale do Paraíba, São José dos Campos, S.P.